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LIBERDADE RELIGIOSA

Atualizado: 8 de jul.




Um dia, um homem procurou a Jesus querendo saber o que deveria fazer para conseguir a vida eterna. Jesus o orientou a guardar os mandamentos da Lei, vender tudo o que tinha, dar o dinheiro aos pobres e, depois, segui-lo. O homem foi embora triste com as condições colocadas por Jesus, recusando a aceitá-las, pois era muito rico. Em outra ocasião, Jesus, preocupado com a cidade de Jerusalém, fez um lamento sobre ela dizendo:

“Jerusalém, Jerusalém, você, que mata os profetas e apedreja os que são enviados a você! Quantas vezes eu quis reunir os seus filhos, como a galinha reúne os seus pintinhos debaixo das suas asas, mas vocês não quiseram!” (Lucas 13:34).

Esses trechos são dois exemplos de que Jesus não impôs sua mensagem a ninguém. Ele ensinava e deixava a cargo de cada um aceitar ou rejeitar. Ele não fez um movimento para que seus ensinos fossem colocados como lei na constituição do país, para obrigar o povo a obedecê-los. Jesus veio e trouxe sua mensagem para alcançar e conquistar o coração das pessoas e não para impor pela força das leis.


De forma contrária, vemos a Lei de Deus destinada ao povo de Israel que viveu no período descrito no Antigo Testamento. Ali temos um povo formado por Deus e que deveria aceitar ser governando diretamente por Ele através de suas leis, ou seja, um governo teocrático. Deus os estava formando para que Deus Filho encarnasse em um povo que O conhecesse, O adorasse e que teria a missão de ser sacerdote, ou seja,

intercessor junto a Ele em favor dos demais povos. Foi uma situação exclusiva para o povo de Israel que viveu nos tempos do Antigo Testamento.


Jesus nasceu entre os judeus e nos mandou pregar e ensinar, assim como Ele fez e a decisão em aceitar ou não deve ser pessoal e não uma imposição legal. É por isso que pregamos a liberdade de religião não apenas para nós, os cristãos, mas para todas as religiões. Não se deve impor a ninguém a prática dos ensinos de Jesus ou outro credo religioso.


Então, o que esperamos dos nossos governantes é que trabalhem para que qualquer cidadão tenha a liberdade de pregar, ensinar e praticar a sua religião e que não privilegie apenas uma. Nós, cristãos, queremos ter a liberdade de transmitir e praticar os ensinos de Jesus, mas devemos trabalhar para que esta liberdade seja para as outras religiões também.