Atualizado: 2 de Abr de 2020

Por Pr. Carlos Henrique

Hoje, dia 31 de outubro, celebraremos 502 anos da Reforma Protestante liderada por Martinho Lutero. Muitos fatores contribuíram para que o movimento terminasse no surgimento das igrejas protestantes: fatores políticos, com o surgimento das nações-estados; econômicos que levavam os governantes a cobiçarem as terras da igreja de Roma, os recurso que eram levados para lá e a isenção de impostos para o clero; fatores intelectuais com o humanismo criando um espírito secular e crítico; e fatores morais, em que se percebia a discrepância entre os ensinos do Novo Testamento e as práticas da Igreja Romana. Paralelo ao movimento de Lutero, Zuínglio, na Suíça, também, demonstrava seu descontentamento com os rumos que a igreja de Roma havia tomado. Além disto, havia a influência de muitos pré-reformadores, como João Wycliffe (c. 328-1384) na Inglaterra; João Huss (c.1373-1415), na Boemia; e Savanarola (1452-1498), na Itália. É sabido que Lutero não queria dividir a igreja, mas os agentes, principalmente, políticos e econômicos, entraram em ação e potencializaram o movimento que não pode mais ser contido.

Lutero era um estudioso da Bíblia e, como resultado, encontrou quatro princípios teológicos fundamentais que deveriam nortear a fé cristã promovida pela igreja: o primeiro fundamento é o da Bíblia como única fonte de autoridade para a fé; o segundo fundamento é a salvação advinda pela graça de Deus e não por meio das obras; o terceiro fundamento é que Jesus, através de sua morte na cruz, é o único caminho até Deus; e, o quarto fundamento, como ele mesmo disse é que “a vida cristã é inteiramente baseada na fé. Pela fé, Cristo vive em nós. Pela fé em Cristo, a justiça de Cristo se torna a nossa justiça, e o que é dele passa a ser nosso”. Fundamentos estes que ele não via na Igreja.

Mais tarde, os estudiosos resumiram os fundamentos da Reforma Protestante nos chamados Cinco Solos: Sola Scriptura, Solo Christus, Sola Gratia, Sola Fide e Soli Deo Gloria, ou seja: somente a Bíblia como fonte de autoridade para as questões espirituais; somente Cristo, através de seu sacrifício, é que nos dá a salvação; é somente pela graça de Deus que temos a salvação e não pelo que fazemos ou a igreja faz; somente por intermédio da fé em Jesus Cristo que alcançamos a graça da Salvação que está em Jesus Cristo; e que, portanto, somente a glória de Deus que deve ser ressaltada em tudo isto e não o homem ou a própria igreja. A lição que aprendemos com a Reforma Protestante do século XVI, é que, comparado com as práticas da igreja daquela época, com a igreja evangélica de hoje, estamos precisando de uma nova reforma. Muitas igrejas estão deixando de fora a mensagem da Bíblia e pregando outras coisas, como por exemplo, a autoajuda, a necessidade de objetos de apoio para a fé, como as “relíquias que eram vendidas” que emanavam bênçãos e, mesmo, a venda de “bênçãos”, como praticado pela teologia da prosperidade em muitas igrejas evangélicas. Viva a Reforma! Vivamos a reforma.

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Por Pr. Carlos Henrique

A igreja foi instituída por Jesus e é dele, segundo as suas próprias palavras: “edificarei a minha igreja” (Mateus 16.18). Isso ficou bem claro para os primeiros líderes da igreja, como por exemplo, o apóstolo Paulo, que apresenta Jesus como "o cabeça da igreja": “Ele é a cabeça do corpo, que é a igreja” (Colossenses 1.18). Essa concepção nos alerta, nos dias de hoje, que a verdadeira igreja é de Jesus e não de alguém, seja pastor, bispo, apóstolo ou outros líderes. Como líderes da igreja precisamos manter isso sempre em mente e termos a postura de servos de Cristo. Diante disso, precisamos estar em alerta sobre as atividades desenvolvidas pela igreja. Sendo de Jesus e sendo o seu corpo no mundo, a igreja deve realizar as obras de Cristo no mundo. Para não errar, necessário se faz estudar a  vida de Jesus e ver o que Ele fazia e, também, o que faziam as primeiras igrejas organizadas pelos seus seguidores para que a igreja não desenvolva atividades fora dos propósitos de Jesus.


Jesus deixou duas diretrizes para a igreja, nos ensinos chamados de “A Grande Comissão” e o “Grande Mandamento”. A Grande Comissão é definida nestas palavras de Deus: “Portanto, vão e façam discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo, ensinando-os a obedecer a tudo o que eu ordenei a vocês. E eu estarei sempre com vocês, até o fim dos tempos” (Mateus 28.19-20). São essas as orientações finais de Jesus aos seus seguidores, chamados de discípulos, antes de sua ascensão. A missão deles seria fazer novos discípulos e, para isso, precisariam ir a todos os lugares, batizá-los e ensinar tudo o que Jesus transmitiu para eles.


“O Grande Mandamento” é dado nestas palavras de Jesus: “Mestre, qual é o maior mandamento da Lei?” Respondeu Jesus: "Ame o Senhor, o seu Deus de todo o seu coração, de toda a sua alma e de todo o seu entendimento". Este é o primeiro e maior mandamento. E o segundo é semelhante a ele: "Ame o seu próximo como a si mesmo". Destes dois mandamentos dependem toda a Lei e os Profetas” (Mateus 22:36-40). Jesus resumiu seus ensinos em dois focos de atuação: amar a Deus e amar ao próximo. Ou seja, todos os seus ensinos e mandamentos têm como meta agradar a Deus e servir ao próximo.


Portanto, podemos dizer, resumidamente, que a igreja existe para que possamos, amando ao próximo, servi-lo com a mensagem de salvação e ajudando em suas necessidades básicas, como Jesus fez, com a finalidade de que se tornem discípulos de Jesus. No entanto, para isso precisamos ir em busca deles, para que aceitando a mensagem do evangelho se tornem discípulos de Jesus, e, consequentemente, devemos aceitá-los como membros da igreja, do corpo de Cristo, através do batismo e edificá-los espiritualmente com os ensinos e mandamentos que Jesus trouxe, a fim de que Deus seja glorificado e adorado em suas vidas.


Sendo assim, precisamos avaliar se as atividades que desenvolvemos na igreja estão cumprindo estes propósitos de Jesus para a igreja, ou seja, se elas estão sendo uma ferramenta para buscar pessoas a fim de que se tornem discípulos de Jesus; se estas pessoas estão se tornando membros do corpo de Cristo através do batismo; se estão sendo ensinadas a obedecer os ensinos de Jesus; e, consequentemente, se Deus está sendo glorificado em suas vidas. Uma observação precisa ser feita: uma atividade não pode focar apenas em uma etapa da missão. Para que cumpra os propósitos deixados por Jesus, precisa ser planejada para cumprir todas as etapas: fazer discípulos  servindo com seus dons e talentos, indo, batizando, ensinando e adorando.

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Por Pr. Carlos Henrique

“O que ouvimos e aprendemos, o que nossos pais nos contaram. não os esconderemos dos nossos filhos; contaremos à próxima geração os louváveis feitos do Senhor, o seu poder e as maravilhas que fez” (Salmos 78:3-4). Um outro texto bíblico que responsabiliza uma geração a passar para a outra o conhecimento de Deus é este: “Uma geração contará à outra a grandiosidade dos teus feitos” (Salmo 145.4). Pesquisa feita pelo Grupo Barna, nos Estados Unidos, constatou que menos de um por cento da jovem população aceita a Bíblia. Um outro estudo constatou que “quando ambos os pais eram fiéis e ativos na igreja, 93 por cento de seus filhos permaneceram fiéis. Quando apenas um dos pais era fiel, 73 por cento de seus filhos permaneceram fiéis. Quando nenhum dos pais era particularmente ativo, apenas 53 por cento dos seus filhos permaneceram fiéis. Nos casos em que ambos os pais não eram ativos de forma alguma e só frequentavam a igreja de vez em quando, o percentual caiu para apenas 6 por cento” (citado pelo blog “GotQuestions”). Uma coisa é certa: as crianças aprendem, principalmente, com os pais. Eles são seus primeiros e permanentes mestres. As crianças aprendem muito mais através das ações e atitudes dos pais, do que pelo que eles formalmente ensinam.


Estamos vendo surgir uma geração que não teme ou mesmo não conhece a Deus. Acredito que muitos estão em lares em que a geração anterior não testemunhou de Deus para a seguinte e, consequentemente, esta geração se tornou “pós cristã”. Ou, dependendo de como se analisa, uma sociedade “pré-cristã”, pois em muitos lugares algumas gerações já se passarem sem Cristo, e, portanto, é uma grande oportunidade para a atual igreja cristã levar a mensagem do evangelho.


Mas vamos voltar para nós, que constituímos “uma geração cristã”, ou um grupo de cristãos. Não podemos falhar em testemunhar, pelo menos, para nossos filhos os grandes feitos do Senhor. Sabemos que nossos filhos ficam mais tempo com os pais e na escola do que na igreja. A proposta curricular “Pense Laranja” diz que os filhos ficam 3.000 horas por ano com a família e apenas 40 horas por ano com a igreja, portanto, o grande influenciador é a família, não a igreja. Sendo assim, estamos adotando, aqui na IBBN, a postura de dar suporte para a família ensinar os feitos do Senhor para os seus filhos. As crianças que participam dominicalmente dos nossos cultos infantis recebem tarefas para realizar em casa em parceria com os pais. Pais, levem a sério essas atividades, executando-as com seus filhos! Mas, também, pratiquem o que seus filhos estão aprendendo. Valorizem a igreja diante dos seus filhos, vindo aos cultos com eles e não criticando as atividades da igreja diante deles.

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