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Por Pr. Carlos Henrique - Mensagens Diárias de 19/10/2020

Trago para vocês, para iniciar a semana, uma mensagem de Jesus, uma parte do Seu Sermão da Montanha. A parte que selecionei é a que ele inicia dizendo que um servo não pode servir a dois senhores, pois vai rejeitar um e preferir o outro,  referindo-se a pessoa rejeitar às riquezas divinas, dando preferência às riquezas materiais. Ouça o que ele disse:

'” — Um escravo não pode servir a dois donos ao mesmo tempo, pois vai rejeitar um e preferir o outro; ou será fiel a um e desprezará o outro. Vocês não podem servir a Deus e também servir ao dinheiro.  — Por isso eu digo a vocês: não se preocupem com a comida e com a bebida que precisam para viver nem com a roupa que precisam para se vestir. Afinal, será que a vida não é mais importante do que a comida? E será que o corpo não é mais importante do que as roupas? Vejam os passarinhos que voam pelo céu: eles não semeiam, não colhem, nem guardam comida em depósitos. No entanto, o Pai de vocês, que está no céu, dá de comer a eles. Será que vocês não valem muito mais do que os passarinhos? E nenhum de vocês pode encompridar a sua vida, por mais que se preocupe com isso. — E por que vocês se preocupam com roupas? Vejam como crescem as flores do campo: elas não trabalham, nem fazem roupas para si mesmas. Mas eu afirmo a vocês que nem mesmo Salomão, sendo tão rico, usava roupas tão bonitas como essas flores. É Deus quem veste a erva do campo, que hoje dá flor e amanhã desaparece, queimada no forno. Então é claro que ele vestirá também vocês, que têm uma fé tão pequena! Portanto, não fiquem preocupados, perguntando: “Onde é que vamos arranjar comida?” ou “Onde é que vamos arranjar bebida?” ou “Onde é que vamos arranjar roupas?” Pois os pagãos é que estão sempre procurando essas coisas. O Pai de vocês, que está no céu, sabe que vocês precisam de tudo isso. Portanto, ponham em primeiro lugar na sua vida o Reino de Deus e aquilo que Deus quer, e ele lhes dará todas essas coisas. Por isso, não fiquem preocupados com o dia de amanhã, pois o dia de amanhã trará as suas próprias preocupações. Para cada dia bastam as suas próprias dificuldades” (Mateus 6:25-34  - NTLH).

Portanto, que nesta semana você possa ter consciência de que tem muito valor para Deus e que ele sabe de suas necessidades. Que você coloque Deus em primeiro lugar em sua vida e ele lhe fará com que alcance o que precisa. Que você viva cada dia e não traga as lutas de amanhã para hoje, pois elas podem não existir. 

 
 

Atualizado: 18 de out. de 2020

Por Pr. Carlos Henrique - Mensagens Diárias de 17/10/2020

O salmo 73 relata uma experiência do autor de quase perder a confiança em Deus. Ele procurava viver uma vida piedosa, seguindo os preceitos das leis divinas, mas, olhando ao seu redor, sua postura foi abalada. Vamos ler suas próprias palavras:

Porém, quando vi que tudo ia bem para os orgulhosos e os maus, quase perdi a confiança em Deus porque fiquei com inveja deles. Os maus não sofrem; eles são fortes e cheios de saúde. Eles não sofrem como os outros sofrem, nem têm as aflições que os outros têm” (Salmos 73:2-5 - NTLH)

E, ainda mais, segundo o autor, estes homens eram orgulhosos, cheios de maldade e perversidade, caçoavam e zombava dos outros. Falavam mal de Deus e o povo ainda ia atrás deles.  A sensação que o salmista estava tendo era de que não valeu a pena ter uma vida correta, como ele mesmo expressou:

Parece que não adiantou nada eu me conservar puro e ter as mãos limpas de pecado” (v. 13).

O autor diz que tentou entender tudo isto, mas, estava muito difícil compreender. Vivendo esta crise, ele foi ao templo para prestar seu culto a Deus e ali, de alguma maneira Deus falou com ele e pode entender como Ele estava agindo. O salmista expressou esta experiência com estas palavras:

“Porém, quando fui ao teu Templo, entendi o que acontecerá no fim com os maus. Tu os pões em lugares onde eles escorregam e fazes com que caiam mortos. Eles são destruídos num momento e têm um fim horrível” (vv.17-19).

Saindo do templo ele pode dizer: “O meu coração estava cheio de amargura, e eu fiquei revoltado. Eu não podia compreender, ó Deus; era como um animal, sem entendimento. No entanto, estou sempre contigo, e tu me seguras pela mão. Tu me guias com os teus conselhos e no fim me receberás com honras. No céu, eu só tenho a ti. E, se tenho a ti, que mais poderia querer na terra? Ainda que a minha mente e o meu corpo enfraqueçam, Deus é a minha força, ele é tudo o que sempre preciso” (vv. 21-26). Que experiência maravilhosa! Meu desejo e oração é que suas experiências de idas aos cultos no templo, aliviem sua alma.

 
 

Por Pr. Carlos Henrique - Mensagens Diárias de 16/10/2020

Jesus nos ensinou que somos cidadãos de dois mundos. Na chamada oração sacerdotal, ele disse: “Não ficarei mais no mundo, mas eles ainda estão no mundo, e eu vou para ti. [...] Eles não são do mundo, como eu também não sou” (João 17:11,16). Nos tornamos cidadãos dos céus quando aceitamos Jesus como aquele que morreu para pagar a penalidade por nossos pecados. Com esta crença e fé, o Espírito Santo nos transforma em cidadãos do Reino de Deus. Foi Jesus quem disse isto: “Digo a verdade: Ninguém pode entrar no Reino de Deus se não nascer da água e do Espírito” (João 3:5).


Os primeiros cristãos entenderam muito bem essa dupla cidadania. No ano 120, o cristianismo estava em plena expansão, chamando a atenção das demais pessoas pelo modo de vida e, principalmente, a solidariedade e a fraternidade entre eles. Um não cristão pediu a um cristão que falasse sobre eles. Assim, surgiu a “Carta a Diogneto”. Fiz um recorte e vou compartilhar com vocês. Ouça:

“Os cristãos não se distinguem dos demais homens, nem pela terra, nem pela língua, nem pelos costumes. Nem, em parte alguma, habitam cidades peculiares, nem usam alguma língua distinta, nem vivem uma vida de natureza singular. Nem uma doutrina desta natureza deve a sua descoberta à invenção ou conjectura de homens de espírito irrequieto, nem defendem, como alguns, uma doutrina humana. Habitando cidades Gregas e Bárbaras, conforme coube em sorte a cada um, e seguindo os usos e costumes das regiões, no vestuário, no regime alimentar e no resto da vida, revelam unanimemente uma maravilhosa e paradoxal constituição no seu regime de vida político-social. Habitam pátrias próprias, mas como peregrinos: participam de tudo, como cidadãos, e tudo sofrem como estrangeiros. Toda a terra estrangeira é para eles uma pátria e toda a pátria uma terra estrangeira. Casam-se como todos e geram filhos, mas não abandonam à violência os recém-nascidos. Servem-se da mesma mesa, mas não do mesmo leito. Encontram-se na carne, mas não vivem segundo a carne. Moram na terra e são regidos pelo céu. Obedecem às leis estabelecidas e superam as leis com as próprias vidas”.

Como os primeiros cristãos, precisamos viver aqui como cidadãos dos céus, com a missão de levar a mensagem de Jesus para que mais pessoas se tornem cidadãs do Reino de Deus, ajudando-as a viverem como tais e, juntos, aguardarmos a consumação do Reino de Deus. Mas, enquanto isso, precisamos trabalhar para que este mundo, criado por Deus, se mantenha um lugar saudável.

 
 
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