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Por Pr. Carlos Henrique - Mensagens Diárias de 24/12/2020

Compartilho com vocês mais um dos textos bíblicos sobre a natividade. É a narrativa do nascimento de Jesus feita pelo evangelista Lucas. Diz assim:

“Naqueles dias, o imperador Augusto decretou um recenseamento em todo o império romano. (Esse foi o primeiro recenseamento realizado quando Quirino era governador da Síria.) Todos voltaram à cidade de origem para se registrar. Por ser descendente do rei Davi, José viajou da cidade de Nazaré da Galileia para Belém, na Judeia, terra natal de Davi, levando consigo Maria, sua noiva, que estava grávida. E, estando eles ali, chegou a hora de nascer o bebê. Ela deu à luz seu primeiro filho, um menino. Envolveu-o em faixas de pano e deitou-o numa manjedoura, porque não havia lugar para eles na hospedaria” (Lucas 2:1-7 - NVT)

O imperador Augusto foi o primeiro imperador romano e deu início ao Império Romano que substituiu a república. Ele fez o decreto para o recenseamento, que podia ser para o serviço militar ou para a cobrança de impostos. Os judeus, no entanto, estavam dispensados do serviço militar romano. O recenseamento era feito por famílias e na cidade de origem. José era descendente da família de Davi, da cidade de Belém. Ele viajou certa de 135 km com Maria, que estava grávida. Belém estava cheia de visitantes das famílias que se originavam dali. As casas estavam lotadas, assim como as hospedarias. Lucas diz que “não havia lugar para eles na hospedaria” e, portanto, tiveram que ir, provavelmente, para o abrigo dos animais, pois Lucas menciona que Jesus foi colocado em uma manjedoura, lugar em se punha a ração para os animais. Vemos, assim, que o Deus encarnado não nasceu em um palácio e nem em um berço de ouro, mas na simplicidade de uma estábulo e tendo como berço uma manjedoura.


Não havia lugar para Jesus nascer em uma hospedaria ou em um quarto de uma casa. Esta informação me faz refletir sobre as festas de Natal, nos dias de hoje, em que o aniversariante Jesus não é convidado e nem se quer lembrado. Meu desejo é que você possa celebrar o Natal com sua família e não se esquecer do aniversariante, Jesus.

 
 

Por Pr. Carlos Henrique - Mensagens Diárias de 23/12/2020

A Bíblia não informa quando Jesus nasceu e é certo que não foi no dia 25 de dezembro. Esta data chegou até nós em virtude de Roma celebrar, nesta data, o dia do deus Sol, mas os cristãos não concordavam em participar destas celebrações, argumentando que o sol que iluminava suas vidas era Jesus. Então, enquanto os seguidores do deus Sol celebravam, os cristãos começaram a celebrar a Jesus Cristo. Isso no final do II d.C. Assim, surgiu a data de 25 de dezembro como o dia do nascimento de Jesus.


Embora não saibamos a data certa do nascimento de Jesus, a Bíblia informa que Jesus veio no tempo certo. O apóstolo Paulo diz: “Mas, quando chegou a plenitude do tempo, Deus enviou seu Filho, nascido de mulher, nascido debaixo da Lei, a fim de redimir os que estavam sob a Lei, para que recebêssemos a adoção de filhos” (Gálatas 4:4-5 - NVI). Outra passagem bíblia que cito é esta:

“Nele temos a redenção por meio de seu sangue, o perdão dos pecados, de acordo com as riquezas da graça de Deus, a qual ele derramou sobre nós com toda a sabedoria e entendimento. E nos revelou o mistério da sua vontade, de acordo com o seu bom propósito que ele estabeleceu em Cristo, isto é, de fazer convergir em Cristo todas as coisas, celestiais ou terrenas, na dispensação da plenitude dos tempos” (Efésios 1:7-10 - NVI).

Destaco nestes textos a expressão “plenitude dos tempos”. A palavra que traduzimos por “tempo” em Gálatas é o termo grego “chronos”, que se refere ao tempo cronológico certo. Já na carta aos Efésios, o termo grego é “kairos”, referindo-se ao melhor tempo para a vinda do Cristo.


Quando Jesus veio, o Império Romano dominava a maior parte do mundo de então. Impôs a chamada “pax romana”, um longo período de relativa paz entre as nações, estabelecida pelas armas de Roma que construíram, também, estradas para que seus exércitos se deslocassem com rapidez. Apesar da língua oficial ser o latim, o grego era o idioma falado em quase todo o império. Havia, ainda, um enfraquecimento das religiões locais em virtude do domínio dos romanos. Estes são alguns dos fatores que criaram um ambiente propício para que a mensagem de Jesus fosse levada a quase todo o império. Os cristãos tinham liberdade, segurança e mais facilidade em viajar para outros lugares, pregando a Jesus como o Salvador.


Então, na plenitude dos tempos ou no tempo certo, Jesus veio. É bom saber que Deus está no controle de tudo e que no tempo certo Ele age.

 
 

Por Pr. Carlos Henrique - Mensagens Diárias de 21/12/2020

Estamos iniciando a semana do Natal e as passagens bíblicas referente ao nascimento de Jesus trazem muitas mensagens para nós. Uma delas é que Deus não faz distinção de pessoas. Quando o anjo anunciou o nascimento do Jesus disse que era para todo o povo. Seu nascimento era o cumprimento de uma profecia feita a Abraão que dizia que através dele todos os povos da terra seriam abençoados. O profeta Isaías disse que Ele seria uma luz para os não judeus. Para sustentar, ainda mais, essa tese de que Jesus veio como bênção para todos, não fazendo distinção de pessoas, lanço mão da genealogia de Jesus, conforme temos registrada no Evangelho de Mateus. A genealogia, também, se encontra no Evangelho de Lucas, mas somente Mateus faz menção dos nomes de mulheres em sua árvore genealógica, o que já é uma quebra de paradigma, pois os judeus só consideravam os homens na ascendência, mas na de Jesus é diferente. Mateus menciona quatro mulheres, além de Maria. A primeira a ser mencionada e Tamar, uma cananeia, que se disfarçou de prostituta para ter relações sexuais com o seu sogro, gerando filhos gêmeos; a outra mulher é Raabe, uma prostituta da cidade de Jericó; a outra é Rute, de um país chamado Moabe; e a outra, Bate-Seba, que adulterou com o rei Davi e foi a mãe do rei Salomão. Todas tiveram filhos que foram ascendentes de Jesus.


Como já disse, não era comum ter nomes de mulheres mencionadas em uma genealogia, mas na de Jesus, Mateus, que escreveu a história de Jesus para os judeus, fez questão de mencionar uma mulher que se prostituiu com o sogro, uma que vivia como prostituta, três que não eram judias (Tamar, Raabe e Rute), ou seja, eram de outros povos e uma que cometeu adultério. O que confirma que Deus não faz distinção de pessoas, que ama a todos. Então, que aprendamos neste Natal a não fazermos distinção de ninguém.

 
 
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