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Não há dor maior, doença ou drama,

Do que vê meu povo lutando a esmo,

Não há outro em quem haja esperança,

Se em Cristo, não houver confiança,

Entregando a Ele, todos os seus medos!


Não há outro, dentre os homens viventes,

Que tenha deixado sua glória e honra,

Sendo humilhado por todas as gentes,

Escolheu a cruz, condição deprimente,

Reconciliando com o Pai, a raça humana!


Cristo é a única esperança para o mundo,

Com seus males, e dilemas tão hostis,

Suas guerras, ambições e preconceitos,

Pois Ele na cruz, num gesto perfeito,

Conquistou o direito de sermos feliz!


Acorda Brasil, dessa aventura insana,

Busque o Eterno em quem há salvação,

As aparências humanas enganam,

A esperança não está em quem manda,

Mas em Jesus, em quem há compaixão!


JV



 
 

Por Pr. Carlos Henrique

A igreja está diretamente relacionada com os comissionamentos dados por Jesus para pregar e fazer discípulos. O que vemos no livro de Atos sobre o surgimento das igrejas, foi resultado da compreensão dos primeiros cristãos sobre a ordem de Jesus de fazer novos discípulos. A Grande Comissão inflou os corações deles, motivando-os a pregar a mensagem de salvação em Jesus Cristo e, consequentemente às conversões, e o surgimento das igrejas.


A Grande Comissão foi registrada por João (Jo 20.21), por Mateus (Mt 28.19-20) e por Lucas (Lc 24.47-48 e em At 1.8). Aqui, considera-se que no livro de Marcos, onde tem a repetição da ordem (Mc 16.15), seja analisado por muitos como um acréscimo posterior. Dos comissionamentos de envio de Jesus para fazer novos discípulos o mais conhecido é a chamada de a Grande Comissão que está registrado em Mateus.


Vergil Gerber, ao analisar a Grande Comissão de Mateus, diz que o imperativo central é “fazer discípulos” e que “as demais" palavras de ação nesses versículos são verbos auxiliares. São eles: 'ir', 'batizar' e 'ensinar'. Gerber escreve: “É um processo continuo pelo qual os homens que se convertem a Jesus Cristo se relacionam entre si e se tornam membros da igreja que são responsáveis e se multiplicam. Esses discípulos saem a fazer outros discípulos, batizando-os, ensinando-os e relacionando-os, igualmente, com a igreja”.


Hesselgrave, segue esta mesma linha de interpretação e diz que “'fazei discípulos' é o único imperativo e a atividade central indicada na Grande Comissão. Fazer conversados e crentes certamente está envolvido nesse imperativo”. Sendo assim, conclui-se que a melhor maneira de comunicar a Grande Comissão seria assim: “Portanto, façam novos discípulos, indo, batizando e ensinando”. Esta é a missão da igreja: fazer novos discípulos.

 
 

Atualizado: 2 de abr. de 2020

Por Pr. Carlos Henrique

Foi John Piper diz que “as missões não são o alvo fundamental da igreja. A adoração é”. Ele se inspirou em um texto de Jonathan Edwards, pastor e teólogo do século XVIII, que tinha uma cosmovisão teocêntrica, ou seja, Deus é o centro de tudo. Dizia ele: “Qual é o fim principal da criação, da Histórica, da redenção, de sua vida e de tudo o mais?... Tudo o que é dito na Escritura sobre o fim principal das obras de Deus está incluído nesta única frase: a glória de Deus”. John Piper justifica ter usado a expressão “adoração” em vez de “glória de Deus”, pois, segundo ele, poderia ter dito: “As missões não são o alvo fundamental da igreja. A glória de Deus é”. O argumento dele é este: “A razão para isto é que as missões não são necessárias por causa de uma falha de Deus em mostrar sua glória, mas por uma falha humana em saborear a glória. A criação está narrando a glória de Deus, mas as pessoas não a estão valorizando”, como a Bíblia declara: “Os céus manifestam a glória de Deus e o firmamento anuncia a obra das suas mãos” (Salmo 19.1). Mas, Piper diz: “a revelação natural não está alcançando seu objetivo (Romanos 1.20-21). A honra e a gratidão a Deus não estão inflamando o coração das pessoas quando elas veem sua glória manifesta na natureza. Elas não estão adorando o Deus verdadeiro. É por isso que as missões são necessárias”.


Portanto, “as missões existem porque a adoração não existe”. Não é uma falha de Deus em mostrar sua glória, mas uma falha do homem em não adorar ao Criador.


“Adoração não é uma reunião. Não é essencialmente um cântico ou atenção dada à pregação. A adoração não é essencialmente algum tipo de ato externo. A adoração é essencialmente uma agitação interna do coração para estimar Deus acima de todos os tesouros do mundo:
“Uma valorização de Deus acima de tudo o mais que é valioso.
Um amor a Deus acima de tudo o mais que é amável.
Um saboreamento de Deus acima de tudo o mais que é doce.
Uma admiração de Deus acima de tudo o mais que é admirável.
Um temor a Deus acima de tudo o mais que é terrível.
Um respeito a Deus acima de tudo o mais que é respeitável.
Uma apreciação de Deus acima de tudo o mais que é precioso.”

John Piper, continua, “em outras palavras, adorar é ter, no coração, sentimentos corretos em relação a Deus, arraigados em pensamentos corretos sobre Deus, que se tornam visíveis em ações corretas que refletem Deus... O primeiro e principal objetivo das missões é que essa adoração aconteça entre todos os povos do mundo – que a glória e a grandeza de Deus encontrem uma repercussão adequada entre os povos”.


Eu coloco outro argumento: se o homem não adorar a Deus, adorará a obra criada, sejam homens, a natureza, seres angelicais ou seres demoníacos. “Porque as suas coisas invisíveis, desde a criação do mundo, tanto o seu eterno poder como a sua divindade, se entendem e claramente se veem pelas coisas que estão criadas, para que eles fiquem inescusáveis; porquanto, tendo conhecido a Deus, não o glorificaram como Deus, nem lhe deram graças; antes, em seus discursos se desvaneceram, e o seu coração insensato se obscureceu. Dizendo-se sábios, tornaram-se loucos. E mudaram a glória do Deus incorruptível em semelhança da imagem de homem corruptível, e de aves, e de quadrúpedes, e de répteis” (Romanos 1.20-23). Jesus disse “e conhecereis a verdade a a verdade vos libertará” (João 8.32). O homem precisa conhecer a Deus para se libertar da falsa adoração, ou, deixar de adorar a criação e adorar ao único e verdadeiro Deus. Isto fará bem a ele.

 
 
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