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Por Pr. Carlos Henrique - Mensagens Diárias de 21/12/2020

Estamos iniciando a semana do Natal e as passagens bíblicas referente ao nascimento de Jesus trazem muitas mensagens para nós. Uma delas é que Deus não faz distinção de pessoas. Quando o anjo anunciou o nascimento do Jesus disse que era para todo o povo. Seu nascimento era o cumprimento de uma profecia feita a Abraão que dizia que através dele todos os povos da terra seriam abençoados. O profeta Isaías disse que Ele seria uma luz para os não judeus. Para sustentar, ainda mais, essa tese de que Jesus veio como bênção para todos, não fazendo distinção de pessoas, lanço mão da genealogia de Jesus, conforme temos registrada no Evangelho de Mateus. A genealogia, também, se encontra no Evangelho de Lucas, mas somente Mateus faz menção dos nomes de mulheres em sua árvore genealógica, o que já é uma quebra de paradigma, pois os judeus só consideravam os homens na ascendência, mas na de Jesus é diferente. Mateus menciona quatro mulheres, além de Maria. A primeira a ser mencionada e Tamar, uma cananeia, que se disfarçou de prostituta para ter relações sexuais com o seu sogro, gerando filhos gêmeos; a outra mulher é Raabe, uma prostituta da cidade de Jericó; a outra é Rute, de um país chamado Moabe; e a outra, Bate-Seba, que adulterou com o rei Davi e foi a mãe do rei Salomão. Todas tiveram filhos que foram ascendentes de Jesus.


Como já disse, não era comum ter nomes de mulheres mencionadas em uma genealogia, mas na de Jesus, Mateus, que escreveu a história de Jesus para os judeus, fez questão de mencionar uma mulher que se prostituiu com o sogro, uma que vivia como prostituta, três que não eram judias (Tamar, Raabe e Rute), ou seja, eram de outros povos e uma que cometeu adultério. O que confirma que Deus não faz distinção de pessoas, que ama a todos. Então, que aprendamos neste Natal a não fazermos distinção de ninguém.

 
 
  • Foto do escritor: Ibbn
    Ibbn
  • 19 de dez. de 2020

Por Pr. Carlos Henrique - Mensagens Diárias de 19/12/2020

Gosto muito do Salmo 42, pois expressa o nosso relacionamento para com Deus como uma necessidade básica. O salmo começa assim: “Como a corça procura ansiosamente um riacho, assim a minha alma tem sede pelo Senhor, ó meu Deus. A minha alma tem sede de Deus, do Deus vivo; quando poderei estar de novo na sua presença? As minhas lágrimas têm me servido de alimento de dia e de noite, enquanto meus inimigos zombam de mim, perguntando: “Onde anda o seu Deus?” Quando me lembro de como costumava ir à frente do povo que subia ao templo para adorar, cantando de alegria e louvando a Deus numa grande festa, choro de tristeza” (Salmos 42:1-4).


O salmista tinha boas lembranças dos tempos em que prestava seu culto a Deus, mas estas lembranças não satisfaziam suas necessidades espirituais nos dias em que estava vivendo. Ele tinha necessidade de ir ao templo e renovar seu relacionamento com Deus. Aprendemos neste texto bíblico que o nosso relacionamento com Deus precisa ser alimentado a cada dia, assim como precisamos beber água o tempo todo.


Como pastor, uma das maiores preocupações que tenho hoje, nestes tempos de isolamento social, é o fato de que muitos membros das igrejas deixaram de ir ao templo para renovar seu relacionamento com Deus. Não que seja só no templo que isso aconteça, mas o alimento espiritual vivenciado em uma coletividade é mais completo, pois o outro nos completa como seres sociais e supre necessidades espirituais que sozinhos não conseguimos. Por isso, a Bíblia fala da igreja como Corpo de Cristo e as pessoas como membros deste corpo. Cada membro com funções diferentes, completando um ao outro. Sabemos que nestes tempos de pandemia muitos não podem ir ao templo de sua igreja, mas recomendo que, pelo menos, assistam ao culto de adoração a Deus pelas mídias sociais, de preferência o da sua igreja, pois ela é a sua coletividade, que lhe alimenta melhor. Que você sinta esta sede de estar na presença de Deus no templo, com sua igreja.

 
 

Por Pr. Carlos Henrique - Mensagens Diárias de 17/12/2020

O profeta Elias foi um dos grandes homens de fé usados por Deus, conforme narrativa do Antigo Testamento. Sua história na Bíblia começa com o confronto com um dos reis de Israel que permitiu que o povo se afastasse de Deus, o rei Acabe, cuja esposa se chamava Jezabel, seguidora de um deus pagão. Deus, por intermediação do profeta, enviou uma seca para a região e, em consequência, houve escassez de alimentos e o próprio profeta se viu sofrendo as consequências. O que me chamou a atenção nesta história foi a maneira como Deus cuidou dele. A narrativa diz assim: “Vá imediatamente para a cidade de Sarepta de Sidom e fique por lá. Ordenei a uma viúva daquele lugar que lhe forneça comida”.(1 Reis 17:9).


Vejam que Deus usou uma viúva, pobre e que estava, também, com pouca comida, e ainda por cima, uma estrangeira que não pertencia ao círculo do povo de Deus, mas a uma nação com uma religião pagã. Deus, pela intermediação do profeta, fez um milagre e multiplicou o azeite e a farinha na casa da viúva, provendo alimento para ela e para o profeta. O que vemos aqui é Deus agindo e usando a instrumentalidade humana, seguidora ou não dele, para cuidar daqueles que o temem.


Vivemos tempos difíceis em que a capacidade humana encontrou seus limites, como é o caso do combate ao novo coronavírus e à COVID-19. São em ocasiões assim que precisamos confiar na intervenção de Deus, seja fazendo milagres ou capacitando pessoas, não importando quais sejam, para cuidarem da obra máxima de suas mãos, o ser humano. Precisamos orar pedindo a Sua ajuda e aceitar a ajuda que ele enviar.

 
 
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