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REFORMA PROTESTANTE - 31 de OUT, 1517;

Por Pr. Carlos Henrique

Hoje, dia 31 de outubro, celebraremos 502 anos da Reforma Protestante liderada por Martinho Lutero. Muitos fatores contribuíram para que o movimento terminasse no surgimento das igrejas protestantes: fatores políticos, com o surgimento das nações-estados; econômicos que levavam os governantes a cobiçarem as terras da igreja de Roma, os recurso que eram levados para lá e a isenção de impostos para o clero; fatores intelectuais com o humanismo criando um espírito secular e crítico; e fatores morais, em que se percebia a discrepância entre os ensinos do Novo Testamento e as práticas da Igreja Romana. Paralelo ao movimento de Lutero, Zuínglio, na Suíça, também, demonstrava seu descontentamento com os rumos que a igreja de Roma havia tomado. Além disto, havia a influência de muitos pré-reformadores, como João Wycliffe (c. 328-1384) na Inglaterra; João Huss (c.1373-1415), na Boemia; e Savanarola (1452-1498), na Itália. É sabido que Lutero não queria dividir a igreja, mas os agentes, principalmente, políticos e econômicos, entraram em ação e potencializaram o movimento que não pode mais ser contido.

Lutero era um estudioso da Bíblia e, como resultado, encontrou quatro princípios teológicos fundamentais que deveriam nortear a fé cristã promovida pela igreja: o primeiro fundamento é o da Bíblia como única fonte de autoridade para a fé; o segundo fundamento é a salvação advinda pela graça de Deus e não por meio das obras; o terceiro fundamento é que Jesus, através de sua morte na cruz, é o único caminho até Deus; e, o quarto fundamento, como ele mesmo disse é que “a vida cristã é inteiramente baseada na fé. Pela fé, Cristo vive em nós. Pela fé em Cristo, a justiça de Cristo se torna a nossa justiça, e o que é dele passa a ser nosso”. Fundamentos estes que ele não via na Igreja.

Mais tarde, os estudiosos resumiram os fundamentos da Reforma Protestante nos chamados Cinco Solos: Sola Scriptura, Solo Christus, Sola Gratia, Sola Fide e Soli Deo Gloria, ou seja: somente a Bíblia como fonte de autoridade para as questões espirituais; somente Cristo, através de seu sacrifício, é que nos dá a salvação; é somente pela graça de Deus que temos a salvação e não pelo que fazemos ou a igreja faz; somente por intermédio da fé em Jesus Cristo que alcançamos a graça da Salvação que está em Jesus Cristo; e que, portanto, somente a glória de Deus que deve ser ressaltada em tudo isto e não o homem ou a própria igreja. A lição que aprendemos com a Reforma Protestante do século XVI, é que, comparado com as práticas da igreja daquela época, com a igreja evangélica de hoje, estamos precisando de uma nova reforma. Muitas igrejas estão deixando de fora a mensagem da Bíblia e pregando outras coisas, como por exemplo, a autoajuda, a necessidade de objetos de apoio para a fé, como as “relíquias que eram vendidas” que emanavam bênçãos e, mesmo, a venda de “bênçãos”, como praticado pela teologia da prosperidade em muitas igrejas evangélicas. Viva a Reforma! Vivamos a reforma.

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