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Por Pr. Carlos Henrique - Mensagens Diárias de 07/08/2021


O Sermão do Monte é muito abrangente em seus assuntos. Jesus começa apresentando o que espera dos seus seguidores e, depois, fala das atitudes que seus discípulos deveriam ter. Seguindo, ensina sobre práticas religiosas particulares, para então, falar das práticas para o cristão suprir suas necessidades básicas, falando das riquezas acumuladas. Vamos às suas palavras. Ele disse assim:

“Não acumulem para vocês tesouros na terra, onde a traça e a ferrugem destroem e onde os ladrões arrombam e furtam. Mas acumulem para vocês tesouros nos céus, onde a traça e a ferrugem não destroem e onde os ladrões não arrombam nem furtam. Pois onde estiver o seu tesouro, aí também estará o seu coração” (Mateus 6:19-21).

Ele não está condenando o cristão a ter propriedades, nem o fato de ajuntar recursos para as emergências. Não está condenando a possibilidade de desfrutar das coisas boas que se pode ter. O que ele está condenando é a acumulação egoísta, advinda da dureza do coração, que impede a pessoa de olhar para o próximo em suas necessidades e usar suas riquezas para ajudá-los.


Ele orienta a ajuntar tesouros nos céus, mas como se faz isso? Devemos fazer investindo naquilo cujos efeitos durem pela eternidade. A começar pelo desenvolvimento de um caráter semelhando ao de Cristo. Ajudar a “ganhar almas para Cristo”, pois essas almas ganharão a vida eterna. Mas, também, ajudar os outros em suas necessidades básicas, pois Jesus ensinou que na eternidade, os que assim fizerem, serão recebidos com estas palavras:

“...Venham, benditos de meu Pai! Recebam como herança o Reino que foi preparado para vocês desde a criação do mundo. Pois eu tive fome, e vocês me deram de comer; tive sede, e vocês me deram de beber; fui estrangeiro, e vocês me acolheram; necessitei de roupas, e vocês me vestiram; estive enfermo, e vocês cuidaram de mim; estive preso, e vocês me visitaram...Digo a verdade: O que vocês fizeram a algum dos meus menores irmãos, a mim o fizeram”(Mateus 25:34-36, 40).

Sendo assim, que você acumule tesouros nos céus.

 
 
  • Foto do escritor: Ibbn
    Ibbn
  • 6 de ago. de 2021

Por Pr. Carlos Henrique - Mensagens Diárias de 06/08/2021


Jesus mencionou outra prática religiosa no Sermão do Monte, o jejum. Ele disse assim:

“Quando jejuarem, não mostrem uma aparência triste como os hipócritas, pois eles mudam a aparência do rosto a fim de que os outros vejam que eles estão jejuando. Eu digo verdadeiramente que eles já receberam sua plena recompensa. Ao jejuar, arrume o cabelo e lave o rosto, para que não pareça aos outros que você está jejuando, mas apenas a seu Pai, que vê em secreto. E seu Pai, que vê em secreto, o recompensará” (Mateus 6:16-18).

Jejum é abster-se de alimentos, por isso a primeira refeição do dia é chamada de desjejum, que é a primeira após a abstenção de alimentos no período noturno de sono. O jejum, como prática religiosa, pode ser de abstenção total, parcial ou de um alimento específico.


Assim como a oração, o jejum é uma maneira de se comunicar com Deus. Ele é muito mais para lembrar a si mesmo do desejo intenso que tem, do que para lembrar a Deus. É, também, um ato de humildade perante o Criador e de dependência dEle para alcançar um desejo. O jejum deve caminhar junto com a oração. Na oração, falamos com Deus; com o jejum, usamos nosso corpo para ajudar a expressar ao Pai Celestial o que sentimos ou desejamos. Neste ensino de Jesus, o jejum é apresentado como uma decisão particular e reservada que outros não precisam saber, mas que Deus, como disse Jesus, vê em secreto e recompensará. Se você necessita intensamente de algo, mostre a Deus através da oração acompanhada do jejum.

 
 
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