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Por Pr. Carlos Henrique - Mensagens Diárias de 19/09/2020

O Salmo 115 foi composto para fazer parte da liturgia do culto no templo em Jerusalém. Ele apresenta Deus em comparação aos falsos deuses daquela época, que eram ídolos feitos por mãos humanas e, como diz o autor: “... não passam de estátuas de ouro e prata, feitas por mãos humanas. Têm boca, mas não falam: olhos, mas não veem. Têm ouvidos, mas não ouvem: têm nariz, mas não sentem cheiro. Têm mãos, mas não seguram; pés, mas não andam; e são totalmente mudos!” (Salmos 115:4-7 – NBV-P).


O salmista, então, faz a seguinte colocação muito importante, com estas palavras: “Aqueles que fazem essas imagens e as adoram tornam-se como elas” (Salmos 115:8). Ou seja, nós nos tornamos semelhantes àquilo que adoramos. Adorar é glorificar por aquilo que se é. O salmista nos versículos iniciais diz: “Somente a ti, ó Senhor Deus, a ti somente, e não a nós, seja dada a glória por causa do teu amor e da tua fidelidade” (v. 1- NTLH) e mais adiante diz: “...O nosso Deus está no céu; ele faz tudo o que quer”(v. 3 – NTLH). Este é o Deus que adoramos e que se revela, também, em Jesus Cristo.


Jesus disse: “Quem me vê vê também o Pai” (João 14.9). Sendo assim, se nós adorarmos a Jesus, seremos iguais a ele e igual a Deus Pai. Adorar e glorificar a Jesus envolve conhecê-lo e, à medida que o conhecemos, nos tornamos semelhantes a ele. O apóstolo Paulo disse: “nós pensamos como Cristo pensa” (1 Coríntios 2.16 – NTLH), isso que é se tornar igual a ele. Que você seja realmente um discípulo de Jesus, que o conheça melhor, pense como ele e o adore como seu Deus., tornando-se, assim, semelhante a Ele.

 
 

Por Pr. Carlos Henrique - Mensagens Diárias de 18/09/2020

O Salmo 122 é um dos cânticos de peregrinação do povo de Israel. Eles cantavam quando estavam se dirigindo a Jerusalém, que era o centro de adoração e onde estava o templo. Jesus ainda não havia vindo como “Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo” e, portanto, a religião neste tempo envolvia sacrifícios e o templo era o lugar para isso. Para os israelitas, era uma obrigação, mas também um prazer ir a Jerusalém adorar a Deus. O salmo começa assim: “Alegrei-me com os que me disseram: “Vamos à casa do Senhor!” (Salmos 122:1). Eugene Peterson, na Bíblia “A Mensagem”, traduz assim este texto: Fiquei muito alegre quando me convidaram, dizendo:“Vamos à casa do Senhor!”  (Salmos 122:1).


Hoje, nossa expressão religiosa não tem mais um lugar considerado sagrado para adorar a Deus, como Jesus ensinou à mulher samaritana: “...está próxima a hora em que vocês não adorarão o Pai nem neste monte, nem em Jerusalém [...] No entanto, está chegando a hora, e de fato já chegou, em que os verdadeiros adoradores adorarão o Pai em espírito e em verdade. São estes os adoradores que o Pai procura. Deus é espírito, e é necessário que os seus adoradores o adorem em espírito e em verdade” (João 4:21,23-24). Ou seja, o lugar de adoração é onde estivermos com um coração voltado para esse propósito. Hoje, as igrejas, em sua maioria, se reúnem em templos para cultuar a Deus, mas o importante não é o local, mas a intenção com que o grupo reunido tem de adorar a Deus.


No próximo domingo, às 10 horas, nossa igreja vai voltar aos cultos presenciais, reunindo os que não fazem parte do grupo de risco e respeitando todos os protocolos se segurança para evitar a transmissão deste novo coronavírus. Entre as medidas está a redução do número de pessoas e, por isso, estamos disponibilizando em nosso site (www.ibbn.com.br) a oportunidade para você fazer sua reserva, a fim de participar do culto. Estamos trabalhando para nos adaptar à nova normalidade de vida e orando para que em breve possamos estar todos reunidos, sem distinção de grupos, para adorar e louvar ao nosso Deus.

 
 

Por Pr. Carlos Henrique - Mensagens Diárias de 17/09/2020

Olhando para a cidade e os seus movimentos, temos a sensação de que a vida voltou ao normal e a pandemia acabou. Mas se olharmos bem para as pessoas veremos que estão usando máscaras, o álcool em gel sendo disponibilizado nos lugares de atendimento ao público, as pessoas carregando gel na bolsa, as escolas ainda não voltaram às aulas presenciais, alguns ainda estão isolados em suas casas e coisas assim. Ou seja, a pandemia ainda não acabou. O que está acontecendo é que as pessoas estão se reorganizando e tentando viver uma nova rotina, mostrando, assim, a capacidade humana de se adaptar. O perigo é esquecermos que o inimigo ainda está ao redor e ativo.


Vem-me à mente o tempo em que Neemias chegou a Jerusalém com a missão de reconstruir os muros. A narrativa diz que os inimigos não queriam isso, queriam que parassem e planejavam atacá-los, mas Neemias organizou as pessoas em grupos de trabalho e diz o texto: “Os trabalhadores prosseguiram com a obra; com uma das mãos levavam as cargas, enquanto, com a outra, seguravam uma arma” (Neemias 4.17).


Hoje estamos assim também, com uma mão trabalhamos e com outra nos protegemos com álcool gel, com colocação máscaras, com distanciamento das mesas de trabalho e rodas de conversas e outros tipos de armas contra o nosso inimigo, o novo coronavírus. Estamos nos reorganizando para que a vida não pare. Como aconteceu com Neemias, haverá hora em que parecemos enfraquecidos e, então, devemos orar como ele: “Agora, ó Deus, aumenta as minhas forças!” (Neemias 6.9)

 
 
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