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Por Pr. Carlos Henrique - Mensagens Diárias de 12/10/2020

Não sei você, mas nas minhas orações, em momentos de reflexão diante da Palavra de Deus, digo a Ele que nem sei mais o que pedir, sabendo que Ele está no comando. Pois tem horas que me vejo  dizendo a Ele o que fazer, como se eu fosse Deus e, quando me pego fazendo isso, tremo e digo que não quero estar no lugar dEle, que não quero tomar as decisões que pertencem a Ele, pois ele sabe mais do que eu. Por outro lado, não quero me ver, também, lutando contra Ele, pedindo alguma coisa que não é da sua vontade. Então, a melhor coisa é fazer é agir como o profeta Habacuque: “Vou subir a minha torre de vigia e vou esperar com atenção o que Deus vai dizer e como vai responder à minha queixa” (Habacuque 2:1).


Mas sei, também, que Deus quer que eu apresente a ele as minhas necessidades, pois foi o próprio Jesus quem disse isto: “— Peçam e vocês receberão; procurem e vocês acharão; batam, e a porta será aberta para vocês. Porque todos aqueles que pedem recebem; aqueles que procuram acham; e a porta será aberta para quem bate” (Mateus 7:7-8).


Aí volta, então, a questão: o que pedir a Deus? Me vejo sem saber como expressar minhas necessidades e meus desejos diante da soberania dele. Sinto, então, minhas limitações, minha pequenez espiritual e minhas fraquezas. O que me consola são estas palavra do apóstolo Paulo: “E da mesma maneira também o Espírito ajuda as nossas fraquezas; porque não sabemos o que havemos de pedir como convém, mas o mesmo Espírito intercede por nós com gemidos inexprimíveis” (Romanos 8:26 - ARC). Sei que o Espírito Santo que habita em mim e conhece meu coração e as minhas reais necessidades, interpreta para Deus o que estou sentindo e o que estou necessitando. Então, é bom saber que tem coisas que posso pedir a Deus, tem coisas que tenho que contar com a ajuda do Espírito Santo para interpretar e interceder por mim e, ainda tem momentos que preciso ficar em silêncio e confiar em Deus, como fez Habacuque.

 
 

Por Pr. Carlos Henrique - Mensagens Diárias de 10/10/2020

A celebração da chamada Ceia do Senhor é uma das duas ordenanças deixadas por Jesus, sendo que a outra é o batismo. Elas devem ser praticadas por aqueles que nele creem. Já se passaram quase dois mil anos desde que Jesus instituiu a Ceia e as igrejas cristãs a celebram de maneiras variadas. Para os primeiros cristãos, era algo tão importante que, mesmo em períodos de perseguições, como o caso na cidade de Roma, eles se reuniam, escondidos em catacumbas, que eram câmeras para sepultarem seus mortos, ligados por vários túneis, e ali celebravam a ceia.

Jesus, quando a instituiu, disse: “Façam isto em memória de mim” (Lucas 22:19). Ele o fez ao celebrar a Ceia Pascal dos judeus que trazia à memória a saída do povo judeu do Egito. Um significado simbólico da ceia cristã é visto nas próprias palavras de Jesus, registradas no capítulo 6 do Evangelho de João.

“— Eu afirmo a vocês que isto é verdade: quem crê tem a vida eterna. Eu sou o pão da vida. Os antepassados de vocês comeram o maná no deserto, mas morreram. Aqui está o pão que desce do céu; e quem comer desse pão nunca morrerá. Eu sou o pão vivo que desceu do céu. Se alguém comer desse pão, viverá para sempre. E o pão que eu darei para que o mundo tenha vida é a minha carne” (João 6:47-51 - NTLH). Ele está afirmando aqui que é o único que pode dar a vida eterna com Deus e que a pessoa precisa aceitar, simbolizado pelo ato de comer o pão e beber o vinho. Ele continuou dizendo:

“— Eu afirmo a vocês que isto é verdade: se vocês não comerem a carne do Filho do Homem e não beberem o seu sangue, vocês não terão vida. Quem come a minha carne e bebe o meu sangue tem a vida eterna, e eu o ressuscitarei no último dia. Pois a minha carne é a comida verdadeira, e o meu sangue é a bebida verdadeira. Quem come a minha carne e bebe o meu sangue vive em mim, e eu vivo nele. O Pai, que tem a vida, foi quem me enviou, e por causa dele eu tenho a vida. Assim, também, quem se alimenta de mim terá vida por minha causa. Este é o pão que desceu do céu. Não é como o pão que os antepassados de vocês comeram e mesmo assim morreram. Quem come deste pão viverá para sempre” (João 6:53-58).

Jesus reforça a informação de que a única maneira de se ter vida eterna com Deus é aceitando o sacrifício dele na cruz em nosso lugar. Ao comermos o pão e bebermos o cálice com vinho, reafirmamos a nossa participação no ato sacrifical de Jesus e o benefício da sua ressurreição.


 
 

Por Pr. Carlos Henrique - Mensagens Diárias de 09/10/2020

Jesus estava conversando com os seus discípulos sobre ser um bom administrador dos bens materiais e disse que é como um servo que não pode servir a dois senhores, pois vai rejeitar a um e preferir o outro. O foco dele estava nas pessoas que se deixavam dominar pelas riquezas, colocando-as no lugar de Deus. Os fariseus ouviram a conversa e zombaram de Jesus porque amavam o dinheiro. Então Jesus disse a eles: “ — Para as pessoas vocês parecem bons, mas Deus conhece o coração de vocês. Pois aquilo que as pessoas acham que vale muito não vale nada para Deus” (Lucas 16:15).]


Eles eram os responsáveis pela liderança do povo em sua vida religiosa e, logicamente, influenciavam em outros aspectos da vida. Para isso, eles precisavam parecer pessoas respeitáveis e boas aos olhos de todos, mas Jesus disse que Deus conhecia o coração deles e sabia que apenas aparentavam ter uma vida piedosa. Eles podiam enganar os seus eleitores, mas não a Deus.


Esta frase dita por Jesus “Deus conhece o coração de vocês” me chamou a atenção, pois é um alerta para a necessidade de fazermos uma reflexão pessoal sobre a nossa sinceridade para com Deus, para com o próximo e para com as instituições que servimos, pois podemos enganar os homens, mas não a Deus.  Mas, por outro lado, é bom sabermos que Deus conhece o nosso coração, a sinceridade dele e, também, as dores que carregamos e, é bom sabermos, também, que Ele nos julga não pelo o que as pessoas veem, mas por aquilo que ele vê em nosso coração. O rei Davi já tinha esta percepção quando assim orou: “Ó Deus, examina-me e conhece o meu coração! Prova-me e conhece os meus pensamentos. Vê se há em mim algum pecado e guia-me pelo caminho eterno” (Salmos 139:23-24). Que Deus se agrade com as intenções do seu coração.

 
 
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