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    Ibbn
  • 13 de out. de 2020

Atualizado: 13 de out. de 2020

Por Pr. Carlos Henrique - Mensagens Diárias de 13/10/2020

A Bíblia usa duas palavras para se referir ao tempo: chronos e kairós. Um exemplo está em Eclesiastes 3.1 que diz assim: “Tudo tem o seu tempo determinado, e há tempo para todo propósito debaixo do céu” (Eclesiastes 3:1 – ARA). Esta tradução poderia ser assim: “Tudo tem o seu Chronos determinado, e há um Kairós para todo propósito”. Chronos é a hora que o relógio marca e de onde vem “cronômetro”, Kairós se refere ao tempo de Deus agir, de seu propósito acontecer.


Nós vivemos em uma mundo em que tudo acontece muito rápido. Na informática, se trabalha com a meta do usuário chegar a qualquer informação em apenas três clics. A indústria da aviação está trabalhando para o retorno dos jatos supersônicos a fim de que as viagens se tornem mais rápidas. Esperar em uma fila de banco, em um consultório, em um aeroporto cria nas pessoas um mal-estar, pois vivemos em tempos em que esperar não faz parte da dinâmica da vida.


Temos um outro conflito quando descobrimos que o tempo de Deus é diferente do nosso tempo. O povo judeu clamou ao Senhor por 80 anos até que chegasse o tempo de Moisés ir ao Egito e liderar a libertação. Abraão esperou 23 anos para que a promessa de um herdeiro acontecesse e ele já estava com 100 anos. Até mesmo na experiência missionária, as coisas não acontecem no tempo humano, mas no tempo de Deus. Paulo teve uma experiência assim. No livro de Atos lemos: “Paulo e seus companheiros viajaram pela região da Frígia e da Galácia, tendo sido impedidos pelo Espírito Santo de pregar a palavra na província da Ásia. Quando chegaram à fronteira da Mísia, tentaram entrar na Bitínia, mas o Espírito de Jesus os impediu” (Atos 16:6-7). Mais tarde, no tempo de Deus, o evangelho foi anunciado na Ásia e várias igrejas ali surgiram. Quando Jesus estava preparando os doze apóstolos para evangelizar, ele os orientou assim: “Não se dirijam aos gentios, nem entrem em cidade alguma dos samaritanos. Antes, dirijam-se às ovelhas perdidas de Israel” (Mateus 10:5-6). Quando voltou para os céus, ele, então, mandou que evangelizassem em Jerusalém, na Judéia, em Samária e até os confins da terra. Todas as coisas acontecem no tempo de Deus. Então, que possamos aprender a esperar o tempo de Deus agir, confiar e descansar nele. 

 
 

Por Pr. Carlos Henrique - Mensagens Diárias de 12/10/2020

Não sei você, mas nas minhas orações, em momentos de reflexão diante da Palavra de Deus, digo a Ele que nem sei mais o que pedir, sabendo que Ele está no comando. Pois tem horas que me vejo  dizendo a Ele o que fazer, como se eu fosse Deus e, quando me pego fazendo isso, tremo e digo que não quero estar no lugar dEle, que não quero tomar as decisões que pertencem a Ele, pois ele sabe mais do que eu. Por outro lado, não quero me ver, também, lutando contra Ele, pedindo alguma coisa que não é da sua vontade. Então, a melhor coisa é fazer é agir como o profeta Habacuque: “Vou subir a minha torre de vigia e vou esperar com atenção o que Deus vai dizer e como vai responder à minha queixa” (Habacuque 2:1).


Mas sei, também, que Deus quer que eu apresente a ele as minhas necessidades, pois foi o próprio Jesus quem disse isto: “— Peçam e vocês receberão; procurem e vocês acharão; batam, e a porta será aberta para vocês. Porque todos aqueles que pedem recebem; aqueles que procuram acham; e a porta será aberta para quem bate” (Mateus 7:7-8).


Aí volta, então, a questão: o que pedir a Deus? Me vejo sem saber como expressar minhas necessidades e meus desejos diante da soberania dele. Sinto, então, minhas limitações, minha pequenez espiritual e minhas fraquezas. O que me consola são estas palavra do apóstolo Paulo: “E da mesma maneira também o Espírito ajuda as nossas fraquezas; porque não sabemos o que havemos de pedir como convém, mas o mesmo Espírito intercede por nós com gemidos inexprimíveis” (Romanos 8:26 - ARC). Sei que o Espírito Santo que habita em mim e conhece meu coração e as minhas reais necessidades, interpreta para Deus o que estou sentindo e o que estou necessitando. Então, é bom saber que tem coisas que posso pedir a Deus, tem coisas que tenho que contar com a ajuda do Espírito Santo para interpretar e interceder por mim e, ainda tem momentos que preciso ficar em silêncio e confiar em Deus, como fez Habacuque.

 
 

Por Pr. Carlos Henrique - Mensagens Diárias de 10/10/2020

A celebração da chamada Ceia do Senhor é uma das duas ordenanças deixadas por Jesus, sendo que a outra é o batismo. Elas devem ser praticadas por aqueles que nele creem. Já se passaram quase dois mil anos desde que Jesus instituiu a Ceia e as igrejas cristãs a celebram de maneiras variadas. Para os primeiros cristãos, era algo tão importante que, mesmo em períodos de perseguições, como o caso na cidade de Roma, eles se reuniam, escondidos em catacumbas, que eram câmeras para sepultarem seus mortos, ligados por vários túneis, e ali celebravam a ceia.

Jesus, quando a instituiu, disse: “Façam isto em memória de mim” (Lucas 22:19). Ele o fez ao celebrar a Ceia Pascal dos judeus que trazia à memória a saída do povo judeu do Egito. Um significado simbólico da ceia cristã é visto nas próprias palavras de Jesus, registradas no capítulo 6 do Evangelho de João.

“— Eu afirmo a vocês que isto é verdade: quem crê tem a vida eterna. Eu sou o pão da vida. Os antepassados de vocês comeram o maná no deserto, mas morreram. Aqui está o pão que desce do céu; e quem comer desse pão nunca morrerá. Eu sou o pão vivo que desceu do céu. Se alguém comer desse pão, viverá para sempre. E o pão que eu darei para que o mundo tenha vida é a minha carne” (João 6:47-51 - NTLH). Ele está afirmando aqui que é o único que pode dar a vida eterna com Deus e que a pessoa precisa aceitar, simbolizado pelo ato de comer o pão e beber o vinho. Ele continuou dizendo:

“— Eu afirmo a vocês que isto é verdade: se vocês não comerem a carne do Filho do Homem e não beberem o seu sangue, vocês não terão vida. Quem come a minha carne e bebe o meu sangue tem a vida eterna, e eu o ressuscitarei no último dia. Pois a minha carne é a comida verdadeira, e o meu sangue é a bebida verdadeira. Quem come a minha carne e bebe o meu sangue vive em mim, e eu vivo nele. O Pai, que tem a vida, foi quem me enviou, e por causa dele eu tenho a vida. Assim, também, quem se alimenta de mim terá vida por minha causa. Este é o pão que desceu do céu. Não é como o pão que os antepassados de vocês comeram e mesmo assim morreram. Quem come deste pão viverá para sempre” (João 6:53-58).

Jesus reforça a informação de que a única maneira de se ter vida eterna com Deus é aceitando o sacrifício dele na cruz em nosso lugar. Ao comermos o pão e bebermos o cálice com vinho, reafirmamos a nossa participação no ato sacrifical de Jesus e o benefício da sua ressurreição.


 
 
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